Sobreviventes na Copa duelam nas semis pela tradição em Mundias
Nas duas semifinais da Copa do Mundo da Ãfrica do Sul, que serão disputadas nesta terça e quarta-feira, teremos dois duelos de equipes com grande tradição no torneio versus equipes que vem buscando esse status com jogadores de altÃssimo nÃvel. O primeiro duelo será entre Uruguai e Holanda. De um lado uma seleção bicampeã do torneio. Do outro uma seleção que também é bi, porém em número de vices.
O Uruguai busca na Ãfrica (décima vez que disputa o Mundial) recuperar sua forte tradição em Copas. Tradição essa que começou já em 1930 com o tÃtulo diante da Argentina, aumentou em 1950 ao derrotar o Brasil no Maracanã, mas que veio a diminuir ainda em meados dos anos 1950, com uma quarto colocação na Copa da SuÃça e que na Copa de 70 teve seu último suspiro, quando o time Celeste acabou em quarto lugar no torneio disputado no México.
Já a Holanda, que disputa o Mundial pela nona vez terá que provar que não é apenas mais um grande time que chega como fortÃssimo candidato, mas que na final acaba sendo derrotada por uma seleção de maior tradição. Em suas duas finais, porém, uma grande coincidência: o time Laranja foi derrotado pelos donos da casa – Alemanha em 74 e Argentina em 78. Desta vez, se chegar à decisão, o time não terá uma anfitriã pela frente, mas poderá enfrentar um bicho-papão ou então outro selecionado que também busca pela primeira vez o seu lugar ao sol em Copas.
O duelo da quarta-feira entre Alemanha e Espanha repetirá a mesma fórmula da primeira semifinal, porém com um abismo maior de tradição entre as duas equipes. De um lado o já citado “bicho-papãoâ€, a Alemanha, que é tricampeã mundial e busca igualar o feito da Itália em 2006: o tão sonhado tetra. Do outro uma seleção que nunca disputou uma semifinal de Copa do Mundo e que chega na Ãfrica do Sul como atual campeã da Europa.
A Alemanha disputa pela 17ª vez a Copa do Mundo com o peso de uma tricampeã. Porém, desde que disputou o Mundial pela primeira vez como uma seleção unificada em 1994, não conseguiu mais nenhum tÃtulo. Ou seja, todos as três copas conquistadas, em 54, 74 e 90, foram tÃtulos da Alemanha Ocidental e não da Alemanha como conhecemos hoje, unida. Apesar disso, a seleção Alemã se renovou e pinta nesta semifinal como maior favorita a levantar a taça.
Por fim, a Espanha acaba sendo entre as quatro equipes semifinalistas a maior zebra, pelo menos no quesito “história em Mundiaisâ€. Com mais participações que Uruguai e Holanda (12 no total) a Espanha nunca chegou a uma semifinal de Copa. Sua melhor participação ocorreu em 1950 (com um quarto lugar, porém na época não havia semifinais) e também em quatro torneios em que a Fúria terminou eliminada nas quartas-de-final: 1934, 1986, 1994 e 2002.
Em resumo, temos nas semifinais duas seleções que precisam do tÃtulo para entrar num seleto clube de campeões mundiais e outras duas que querem recuperar a tradição que ficou perdida com o passar dos anos. Quem se dará melhor? Teremos a resposta nos próximos capÃtulos deste filme que está muito próximo de acabar.



