Perfil do boleiro: Mané Garrincha
“Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios”. O trecho é definição do poeta Carlos Drummond de Andrade sobre o estilo de jogar de Manuel Francisco dos Santos, mais conhecido como Garrincha.
Mané foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos não só para nós, brasileiros, mas também para o mundo. Talvez tenha sido o melhor representante do tão famoso futebol-arte do Brasil. Desconcertava quem o encarasse com dribles, velocidade, jogadas divertidas e, sobretudo, bonitas. Um verdadeiro gênio.
Apesar de acharem que tinha vindo de outro planeta, Mané era carioca e nasceu em Pau Grande, no distrito de Magé, no dia 18 outubro de 1933. Teve sua consagração como ponta direita no Botafogo e na Seleção Brasileira, mas também passou por diversos clubes nacionais e de fora, entre eles o Corinthians, Flamengo e Olaria (RJ). Fez 249 gols pelo Botafogo e 17 pela Seleção.
Suas marcantes pernas tortas – que não atrapalhavam em nada na prática do futebol – eram provavelmente o resultado de uma poliomielite presente nos primeiros anos de vida. Além de sua principal caracterÃstica fÃsica, da infância também ganhou o apelido Garrincha, inspirado em um pássaro popular habitante da região serrana de Petrópolis (RJ).
Mesmo com tantos craques existentes no futebol brasileiro e internacional, ainda não nasceu um jogador que possa ser comparado a Garrincha. Com ele em campo a Seleção Brasileira foi quase imbatÃvel: das 61 partidas nas quais atuou com a camisa amarelinha, perdeu apenas uma. E com a presença de Pelé e Garrincha juntos ela foi realmente invencÃvel: não perdeu nenhuma. Além dos tÃtulos conquistados com clubes, Mané venceu duas Copas do Mundo, a de 1958, na Suécia, e a de 1962, no Chile.
Porém, não foi só felicidade que fez a vida de Garrincha. Ser um gênio dos gramados não evitou a participação do drama e tragédia em sua história: teve problemas com álcool, acidentes automobilÃsticos e até tentou suicÃdio. Esses episódios também são retratados na biografia escrita por Ruy Barbosa e no filme inspirado no livro, ambos com o tÃtulo de “Estrela Solitáriaâ€. O Ãdolo nacional ainda foi homenageado por VinÃcius de Moraes com o poema “O Anjo das Pernas Tortas†e é o assunto central do documentário “Garrincha, alegria do povoâ€, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade.
Mesmo tendo sido um dos principais responsáveis pela conquista de 62 – alguns dizem até que ele venceu aquela final sozinho – foi a partir daà que sua carreira começou a decair por causa de inúmeros problemas no joelho. Mesmo assim ainda jogou vários anos e disputou a Copa do Mundo de 1966. Morreu em 1983 por causa de uma cirrose hepática.




diz que o rei da bola e o pele.pra mim e o garicha .se o pele e rei. de graça a deus.se não fosse o ga richa ele não era rei?