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José Macia, o Pepe

Na história do Santos Futebol Clube ele é o segundo maior artilheiro de todos os tempos com 405, atrás apenas do Rei Pelé, com 1091 gols. Porém, José Macia, o Pepe, se considera o maior artilheiro do Alvinegro Praiano: “Pelé não conta, ele veio de Saturno” disse o ex-jogador do Santos recentemente à equipe do Realejo Virtual. Como era de costume naquela época, Pepe jogou em apenas um clube em toda sua vida e, lá está até hoje, trabalhando no Santos.

Sua carreira como jogador de futebol começou no ano de 1954 aos 19 anos de idade. Pepe era ponta esquerda (posição já extinguida dos gramados) e dentre suas principais qualidades se destacava a habilidade, velocidade, posicionamento e uma bomba com o pé esquerdo, que com o passar dos anos lhe rendeu o apelido de “Canhão da Vila”. Se alguém resolvesse pesquisar os jogadores mais vitoriosos da história do futebol mundial, não pensaria duas vezes em arriscar o craque santista como um dos primeiros dessa lista. Acredite se quiser, Jose Macia como jogador conquistou nada menos do que 36 títulos.

27 dessas taças levantadas foram com a camisa do Santos, onde jogou por 16 anos. Prepare-se para contar: Campeonatos Paulistas? 11 vencidos nos anos de 55, 56, 58, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68 e 69. Ao todo, dois bicampeonatos e dois tricampeonatos consecutivos. E esse é só o começo. Nacionalmente, Pepe conquistou o Pentacampeonato da Taça de Prata (algo parecido como a Copa do Brasil de hoje) de 1961 a 1965,  quatro vezes o Torneio Rio-São Paulo (59,63, 64 e 66) e uma vez o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ao bater ao deixar Internacional, Palmeiras e Vasco para trás no quadrangular final de 1968.

Ainda com a camisa do Peixe, porém em jogos internacionais, mais seis títulos: duas Copas Libertadores da América derrotando Peñarol e Boca Juniors (62/63), dois Mundiais (62/63) ao bater Benfica e Milan, uma Recopa Sul-Americana em 1968 e outra Recopa Mundial também no mesmo ano. Pela Seleção Brasileira mais títulos de muita importância: o “Canhão da Vila” é nada mais nada menos do que bicampeão do mundo, nos anos de 1958 e 1962, na Suécia e no Chile, respectivamente, contudo, com a decepção de não ter jogado se quer uma partida nas duas Copas que foi campeão.

Além do bi mundial, Pepe também conquistou duas vezes a Copa Rocca (57/93), a Taça Bernardo O’Higgins, a Taça do Atlântico em 56 e 60 e, por fim (após muito contar), outro bicampeonato, o da Taça Oswaldo Cruz, torneio que foi disputado oito vezes de 1950 a 1976 contra o Paraguai, em que o Brasil foi campeão em todas edições. Totalizando ao todo, 22 jogos em 40 partidas com a camisa Canarinho.

Não satisfeito com a carreira como jogador, Macia também foi treinador de futebol e passou por equipes como Santos, Atlético Mineiro, Internacional de Limeira, São Paulo, Boa Vista (POR), Seleção do Peru, Portuguesa de Desportos, Fortaleza, Yomiuri Verdy do Japão, Atlético Paranaense, Portuguesa Santista e Guarani (ufa!).

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