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Futebol e religião

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Diz o ditado que esses dois assuntos não se discutem, porém, no Brasil você vai encontrar em cada esquina uma pessoa devota de pelo menos um dos dois. O futebol, por ser mais do que uma modalidade esportiva, é as vezes a própria religião do indivíduo. Isso porque existem pessoas mais assíduas na freqüência de visitas ao estádio do que à igreja, mais dedicados ao esporte do que à crença religiosa.

A nação brasileira, além do título de país do futebol, é também a que abriga mais católicos no mundo. Por isso podemos afirmar com propriedade que são essas as duas maiores paixões nacionais. É possível ainda ver aqueles que se encaixam nos dois grupos: reservam as manhãs dos domingos à missa e as tardes ao esporte.

No Brasil muitos atletas vestem, literalmente, a camisa religiosa: Kaká, Roberto Brum e Lúcio, são alguns exemplos. Até mesmo aqueles mais “religiosamente discretos†demonstram sua crença quando marcam um gol, ou quando entram ou saem de campo. Quem nunca viu um jogador fazendo o sinal da cruz ao pisar no gramado? Ou um goleiro benzendo-se antes de uma cobrança de penalidade?

Nas arquibancadas também observamos a presença massiva da fé: torcedores ajoelham, oram, fazem promessas. Muitos garantem que, na maioria das vezes, realmente funciona. Porém, a fé de um dos lados vai ganhar e levar o mérito. Não pela religiosidade, mas porque esse esporte é assim; por mais empenho religioso de um torcedor, o adversário pode acabar se dando melhor em uma partida. Futebol é uma caixinha de surpresas e por vezes a fé não exerce poder nenhum sobre ele.

Na Argentina, um grupo levou essa mistura tão a sério que fundou uma igreja em homenagem a Diego Maradona. No altar da Igreja Maradoniana, onde fica a imagem do ídolo com o uniforme argentino, os membros depositam flores e fazem orações. O natal dos “maradonianosâ€, por exemplo, não é em dezembro, mas sim em 30 de outubro, data de nascimento do craque. Outro feriado exclusivo é no dia 22 de julho, data em que fez o gol com a “mão de Deus†na Copa de 86 contra a Inglaterra. Os devotos afirmam que Dieguito é o deus do futebol e que a prova disso, seus milagres, foram vistos em campo. Contudo, pela situação da Seleção Argentina, os poderes maradonianos não têm funcionado muito bem como treinador.

E com vocês, como é a relação entre futebol e religião? Acreditam nesse poder de crença sobre o esporte? Têm algum ritual religioso para que seu time ganhe alguma partida ou – por que não – para tentar desestabilizar o clube adversário?

4 comentários para “Futebol e religião”

  1. Gabriel Torres Gabriel Torres disse:

    Por aqui rezamos 2 pai-nossos antes do Atlético entrar em campo!

  2. gilson marques evangelista gilson marques evangelista disse:

    A religião é totalmente compatível com o futebol… fora de campo. Dentro dele, não há santos. Violência, catimba, dissimulação e muitas outras coisas que nem as câmeras captam!

  3. anna klara anna klara disse:

    nao gostei

  4. maria karolina maria karolina disse:

    ngm te pergunto se tu gosto ou não ↑

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