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Futebol e guerra « Meu Time de Futebol

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Futebol e guerra

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O futebol apresenta vários elementos capazes de serem relacionados à guerra. Os jogadores podem ser comparados aos soldados que brigam por seu interesse, enquanto o campo é o palco da batalha, com luta, garra, raça e sangue. Os técnicos são os generais, os estrategistas que montam os esquemas de ataque e defesa, enquanto os torcedores, membros das nações em combate, torcem pela vitória do seu país ou clube.

Esse esporte tem a capacidade de ser um fator de identificação do homem com a sua pátria, assim como ocorre na guerra. Uma equipe de futebol, assim como um grupo de guerreiros, carrega o poder de representação da nação. Quem nunca ouviu a expressão “sou patriota em época de Copa”? O futebol desperta isso, a disputa por poder, pelo título de vencedor, assim como ocorre em tantos combates memoráveis.

Ao longo da história existiram diversas situações que marcaram o esporte com o sangue derramado em conflitos armados, como a “Guerra do Futebol”, que deixou 12 mil vítimas. Também conhecida como “Guerra das cem horas”, a batalha se deu entre El Salvador e Honduras no ano de 1969. Os países, que já vinham tendo divergências políticas, tiveram a situação piorada após uma série de três jogos entre suas seleções que disputavam uma vaga na Copa de 1970.

Durante essas partidas ocorreram expulsões, perseguições e até assassinatos envolvendo jogadores e torcedores. Em um dos encontros uma bandeira de Honduras foi queimada e o embate em campo acabou se desdobrando nas ruas. O conflito terminou sem um vencedor e só foi paralisado após a intervenção da Organização dos Estados Americanos.

Outra luta histórica que envolveu o futebol foi a Segunda Guerra Mundial. No ano de 1942, Kiev, dominada pelos nazistas, sediou a partida entre a Lufwaffe, equipe da força aérea alemã, e o F.C. Start, time formado por remanescentes do Dínamo de Kiev. Fizeram um jogo onde os integrantes das equipes levaram a luta a sério em campo também. A história é retratada no livro “Futebol & Guerra”, de Andy Dougan.

Mais freqüente do que as ocasiões de combates históricos, acontecem praticamente em todas as grandes partidas de futebol uma verdadeira guerra entre torcidas organizadas e torcedores de times diferentes. Eles se tratam como inimigos e utilizam de revólveres, facas, pedras, barras de ferros e outras armas para liquidar aqueles que torcem por outra equipe.

Tenho certeza que você já perdeu as contas de quantas vezes se deparou com uma notícia de cidadãos mortos ou feridos em confrontos após, antes ou durante jogos de futebol. É a guerra cotidiana, que a polícia não consegue parar, o principal motivo por afastar muitas pessoas dos estádios e evitar que o futebol seja um espetáculo completo após uma bela partida ou um clássico daqueles. guerraa_spfc_blog_cacellain

A guerra já conseguiu até parar o maior evento esportivo do planeta. Na época do segundo grande combate mundial, foram canceladas duas Copas do Mundo que deveriam ter sido realizadas nos anos de 1942 e 1946.

Entretanto, nem tudo é desastre nessa relação e o contrário da situação acima também já aconteceu algumas vezes. Em uma delas, em 1969, o Santos de Pelé parou um intenso combate no ex-Congo Belga. A guerra continuou após o país parar tudo pra ver o Rei do futebol, mas os poucos momentos de paz serviram pra mostrar tamanha influência do esporte na vida das pessoas, até quando há um conflito tão trágico e cruel. Não que uma luta como essa tenha um lado bom, mas, se o futebol carregasse só os elementos aproveitáveis do combate – a vontade, a raça, a garra e a determinação -, a guerra que é o futebol seria muito mais saudável.

Um comentário para “Futebol e guerra”

  1. [...] e o tema foi escolhido porque, segundo o artista, “futebol é guerra” (como discutimos nesse post aqui). Quem quiser conferir mais sobre o trabalho de Olaf pode acessar o site http://www.erwinolaf.com (de onde [...]

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