França 3 x 0 Brasil – Copa de 1998: Um avião para a Copa
O “Jogo Histórico” dessa semana traz a situação vivida pela dupla de tenistas Fernando Meligente e Guga Kuerten, que no dia da final da Copa do Mundo de 1998 disputavam uma final do torneio de duplas de Gstaad, na Suiça. Em um dia triste para a nação brasileira, a vitória na partida de tênis foi a única alegria para a dupla.

“Imagine se você fosse um grande esportista, famoso, a ponto de ter em mãos um ingresso para assistir ao jogo da final da Copa do Mundo ao lado de Pelé. Mas que no dia do jogo você teria uma competição importante, bem perto do local onde seria disputada a decisão. Esta foi a sensação vivida pelo tenista Fernando Meligeni que conta a aventura vivida por ele e Gustavo Kuerten na final da Copa de 1998.
Ele, Guga e Larri Passos tinham convites para assistirem ao jogo da final da Copa do Mundo de 1997, França x Brasil, em Saint Dennis, na França. E estavam disputando o Torneio de Gstaad, na Suiça. Nos dias que antecediam a decisão, Meligeni conta que ficou a dúvida:
- Será que a gente se classifica para a final ou perde antes para ir ao jogo e viver essa oportunidade única? Estávamos realmente discutindo sobre o assunto. Então, o diretor do torneio percebeu a nossa aflição e disse que precisava que chegássemos na decisão, pois existia toda uma expectativa sobre o Guga, campeão de Roland Garros. E colocaria um avião para nos levar para Paris no dia da final.
E assim aconteceu. A dupla foi finalista do torneio e a decisão aconteceria no meio dia (horário local). O jogo da final estava marcado para 20h. Ou seja, pouco tempo de intervalo. Por sorte, não choveu no dia. Mas a dupla ainda teve de encarar as gracinhas do Argentino Daniel Orsanic, que sabia da aflição dos brasileiros naquela tarde.
- Ele ficava dizendo que o jogo ia demorar, que ia demorar a levantar da cadeira…. Mas ganhamos a partida. Foi a única coisa boa daquele dia – lembra contando os momentos seguintes rumo à França.
- SaÃmos dali direto para o aeroporto. Quando chegamos, só deu tempo de colocar nossas coisas no hotel do aeroporto de Paris e fomos para o estádio. Uma pessoa nos esperava no portão 10 do Stade de France e chegamos faltando dez minutos para o inÃcio do jogo. Não vivemos nada daquela loucura de Ronaldo, mas estranhamos o desempenho dele. Infelizmente, perdemos a final da Copa. Mas, pelo menos, a história foi divertida”.



