Falcão
O ex-jogador de futebol Paulo Roberto Falcão é considerado até hoje o maior atleta da história do Sport Club Internacional. O craque, que atuou a vida inteira como volante, vestiu apenas quatro camisas em sua carreira. Além de se imortalizar no Inter jogando como profissional de 1973 até 1979, Falcão foi vendido para o Roma no ano de 1980, em uma transferência milionária para os padrões da época, e, encerrou sua carreira jogando no São Paulo em 1986, onde conquistou o Paulista de 85. Pela Seleção Brasileira, onde disputou duas Copas do Mundo, foram ao todo 38 jogos e nove gols marcados.
Características do craque? Habilidoso, preciso nos lançamentos, perfeito senso tático, cerebral, líder, elegante e dono de um ótimo caráter. Com todas essas qualidades, o sucesso do volante veio logo no início da carreira. Já aos 20 anos de idade, em 1974, conquistava com o Inter o primeiro título do clube na Copa São Paulo de Futebol Júnior.
No ano seguinte, o primeiro Campeonato Brasileiro ao bater o Cruzeiro em casa. Em 1976 o bicampeonato, diante do Corinthians, de novo em Porto Alegre. E, para fechar com chave de outro a década de 70, o tri sobre o Vasco no ano de 1979, outra vez decidindo no Beira-Rio, dessa vez com direito a gol de Falcão. Ainda pelo Inter, foram cinco campeonatos gaúchos e cinco prêmios da revista Placar (três Bolas de Prata em 75, 78 e 79, e duas Bolas de Ouro, em 78 e 79).
No ano de 1980, Falcão era vendido para a AS Roma. Lá, o craque conquistou nada menos do que o apelido de “Rei de Roma”. Isto porque ele seria fundamental na conquista do título nacional de 1983, acabando com um jejum de mais de 40 anos do time italiano sem vencer o campeonato. Ainda pela Roma, outros dois títulos: as Copas da Itália de 81 e 84. Conta a história, que no auge do seu futebol na Europa, o Papa João Paulo II teria feito um pedido à diretoria do clube romano para que o “Rei” não fosse vendido à Internazionale de Milão.
Pela Seleção Brasileira, Falcão teve três decepções. A primeira por ficar de fora da Copa de 78, ao ser preterido por Chicão. Outras duas como jogador selecionado ao não conquistar o título, porém, em ambas com o Brasil apresentando um futebol de orgulhar a nação. No ano de 1982, (acompanhe no vídeo abaixo os 11 gols mais bonitos da seleção naquele ano) Falcão fez quatro gols pela seleção no Mundial, levou a Bola de Prata da competição, porém não evitou a derrota de 3 a 2 para a Itália na 2º fase da competição, em um dia que Paolo Rossi fez chover em Sarrià.
Em 86 no México, o Brasil era eliminado nas quartas-de-final pela França, em uma decisão nos pênaltis, após um empate por 1 a 1 no tempo normal. Nesta Copa, Falcão atuaria em apenas dois jogos, sem chegar a participar da disputa de pênaltis contra os franceses. Atualmente, Falcão exerce a função de comentarista esportivo da Rede Globo e tem uma coluna no jornal Zero Hora, de Porto Alegre.



