Destaques: Rodada de clássicos no Rio e em São Paulo; No Pará o Paysandu sai na frente
São Paulo
O torcedor paulista assistiu neste domingo ao jogo mais emocionante da temporada. E claro, que em uma partida com muitos gols e provocações, o time do Santos não poderia estar de fora. O clássico contra o Palmeiras começou de uma forma muito diferente para cada time e, após 90 minutos de bola rolando, os ânimos eram totalmente ao contrário do que tÃnhamos no gramado da Vila ao apito inicial. No primeiro tempo tudo caminhava para mais uma goleada do Peixe. Logo nos primeiro minutos Pará abriu o placar e o Alvinegro seguiu pressionando. Na metade da etapa inicial Neymar aumentou a contagem, após errar um chute cara-a-cara com o São Marcos e deslocar o goleiro.
Até este momento o retrato da partida era o mesmo que as duas equipes apresentaram no campeonato inteiro: o Santos taxado como um time imbatÃvel e o Palmeiras matando o seu torcedor de raiva. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo a sorte mudou e, diga-se de passagem, muito rapidamente. Em dois lances o Verdão empatou o jogo. No primeiro a bola foi cruzada na área e Robert subiu livre para cabecear. No segundo Armero fez uma ótima jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para o mesmo camisa 20 fazer seu segundo gol na partida.
Na segunda etapa, o jogo foi outro. O Palmeiras se fechou bem e soube contra-atacar com inteligência, criando as melhores oportunidades. Assim, em outro lance de bola parada o Alviverde virou o placar, para delÃrio de sua torcida. Bola na área e mais uma vez todos os homens de verde se adiantaram à marcação. Após a bola bater na trave, Diego Souza mergulhou de peixinho para virar o placar.
Após o revés o Santos foi para o ataque ainda com boas jogadas, mas sabendo que a qualquer hora o quarto gol pintaria. Depois de uma boa troca de passes, Mádson apareceu livre na cara de Marcos e empatou. Quando o momento era alvinegro, Neymar foi infantil e acertou Pierre de jeito. Seria um troco do atacante? Creio que não, pois em nenhum momento da partida ele havia sido caçado pelo volante rival. Com um a menos, o Santos se deu ao luxo de errar uma saÃda de bola com Arouca e Robert não perdoou acertando um chute do meio da rua. 4 a 3, placar final na Vila.
Conclusão? Quem ferre com o ferro uma hora será ferido. No último clássico os santistas fizeram graça até não poderem mais contra os corintianos e dois rivais alvinegros foram expulso. Dessa vez foram os Meninos da Vila que perderam a cabeça e o feitiço virou contra o feiticeiro. São nessas horas (clássicos decisivos) que separamos os homens dos garotos. Dentro de campo ficou bem clara esta divisão.
Rio de Janeiro
Confesso que não assisti o clássico carioca entre Vasco e Flamengo, mas a impressão que eu tive foi de um jogo muito equilibrado e decidido em partes pela arbitragem, mas em maior responsabilidade pela inspiração de um camisa 1 e da falta de inspiração do artilheiro Dodô. Vamos aos fatos. No primeiro tempo o árbitro marcou muito bem um pênalti de Williams em Felipe Coutinho. Na cobrança, Dodô bateu com displicência e o goleiro defendeu.
Na segunda etapa, o árbitro enxergou um pênalti totalmente inexistente para Flamengo. Adriano, que não tem nada a ver com isso, abriu o placar. Estava decretada a volta do Império do Amor. Minutos depois, o terceiro pênalti do jogo, o segundo para o Vasco. Jefferson pediu para bater, mas Dodô, com a “confiança†em alta tomou a bola do companheiro. Resultado? Outra vez Dodô bateu mal (à meia altura, do jeito que goleiro gosta) e outra vez Bruno se consagrou. O placar final acabou fazendo justiça. Venceu aquele que mais queria a vitória. Simples, não?
Pará
No Paraense o Papão da Curuzu saiu na frente do Remo no primeiro jogo da final. Apesar de não ter feito uma boa campanha na primeira fase, na hora de decidir a coisa muda. E foi isso que o Paysandu provou dentro de campo. O placar de 4 a 2 no final das contas acabou não sendo tão positivo para a equipe alviceleste. Isso pois o Paysandu abriu a vantagem de 3 a 0 no placar, levou dois gols e depois fez o quarto. Com a vitória, alguns tabus foram quebrados: primeiramente o Remo não havia sido derrotado até então no certame. Outra escrita era uma longa invencibilidade do Remo no rival. E, por fim, o Paysandu conseguiu reverter a história e agora joga por uma derrota de até um gol de diferença na finalÃssima do dia 21.




