Destaques: campeões estaduais no Rio de Janeiro e no Paraná
Dois estaduais conheceram seus campeões neste último domingo. No Paraná, o Coritiba confirmou a melhor campanha da Segunda Fase e garantiu seu 34º título estadual, sendo de longe o maior campeão do Paranaense. Atrás, aparece o Atlético Paranaense com 23 títulos, o extinto Clube Atlético Ferroviário, com 8 conquistas e, Paraná e Britânia Sport Club (já extinto), ambos com 7 títulos. No Rio de Janeiro o Botafogo quebrou uma escrita de 12 anos para levar o título estadual vencendo os dois turnos e evitando os dois jogos finais. O Rei do Rio, Joel Santana, ajudou seu clube a conquistar o 19º estadual, seguindo atrás de Vasco da Gama (22 títulos), Fluminense (30 títulos) e Flamengo (31 conquistas).
Campeonato Paranaense

O Coritiba se beneficiou de uma fórmula maluca e diferente (e justa, diga-se de passagem) para conquistar o título estadual com uma rodada de antecedência. No Paraná o sistema é muito incomum se for comparado com os demais estaduais. Os dois melhores times da primeira fase, no caso de 2010 Coritiba e Atlético, levam para o Octogonal Final 2 e 1 ponto de bônus, respectivamente. Além disso, o melhor classificado joga as sete partidas da Segunda Fase em casa, o 2º joga seis, o 3º joga cinco e assim por diante.
Com esses dois pontos a mais, o Coxa entrou em campo nesta sexta e penúltima rodada com um ponto na frente do Atlético, que também havia ganhado as cinco partidas já disputadas do Octagonal, e precisando de uma vitória simples para levantar o caneco. Com a casa lotada e em uma tarde inspirada de seus atacantes, o Coritiba não encontrou dificuldades para vencer o Furacão por 2 a 0, com gols de Marcos Aurélio e Geraldo, ambos na etapa final. Festa e alegria para a torcida que no começo de dezembro viu seu time ser rebaixado para a Serie B do Campeonato Brasileiro.
Campeonato Carioca
Em uma partida muito nervosa, onde foram marcados três pênaltis (dois a favor do Alvinegro) e dois jogadores foram expulso, o Botafogo bateu o Flamengo por 2 a 1 e garantiu seu 19º título estadual. Ao todo 50 mil pessoas pagaram para assistir o clássico, além dos mais de 10 mil bicões “convidados” para a festa. A tarde foi de dois gringos no Maracanã: Herrera, que sofreu os dois pênaltis e converteu um deles e, de “El Loco” Abreu, que converteu a segunda penalidade a favor do Botafogo ao melhor estilo de Zidane e Djalminha.
Ao todo, o Botafogo foi superior e mereceu a vitória. Saiu na frente após Herrera sofrer pênalti de Ronaldo Angelim e viu o Flamengo empatar ainda no primeiro tempo com Vagner Love. Na segunda etapa foi a vez de Maldonado fazer outro pênalti claro aos 27 minutos, também em Herrera, sendo expulso por acumular dois amarelos.
Quatro minutos depois o lance que decidiu o título do Botafogo: o árbitro marcou pênalti de Fahel em Angelim, expulsou Herrera que estava completamente descontrolado após a marcação (sabe-se lá o que ele disse ao juiz, provavelmente em espanhol) e Adriano, o Imperador, perdeu o pênalti que Jefferson defendeu com muita competência.
No final, a festa foi em dobro para o Botafogo, que venceu o seu maior adversário nos últimos anos, acabando com a possibilidade de mais dois jogos finais e quebrando a seqüência de Tricampeão Carioca do Flamengo. Dessa vez, o Preto e o Branco fizeram a festa no Templo sagrado do Futebol.



