Brasil 4 x 1 Itália (Copa de 1970): “Fui em cana pelo jogo”
No espaço “Máquina do Tempo – Meu Jogo InesquecÃvel na Copa†publicado no Diário Lance! desta semana, o relato de um jogo histórico em Mundiais é feito pelo sambista e intérprete Neguinho da Beija-Flor. Confira abaixo na Ãntegra como foi para o ex-oficial-bombeiro da Aeronáutica o duelo da final de 1970 e as conseqüências que ele teve de arcar na ocasião.

“Ele é um dos maiores nomes do samba no Brasil. Intérprete com inúmeros tÃtulos no Carnaval do Rio e com vários sucessos nas paradas, Neguinho da Beija-Flor também é um apaixonado pelo futebol. E, logicamente, pela Seleção Brasileira. A história que ele nos conta é da década de 70, mais precisamente do dia da final da Copa do Mundo no México.
Em 19 de junho de 1970, Neguinho era apenas LuÃs Antônio Feliciano Marcondes, um oficial-bombeiro da Aeronáutica prestes a completar 21 anos (faria aniversário dez dias depois). No quartel, é divulgada a escala para o fim de semana. Aquele domingo, 21, não seria o dia de serviço de LuÃs Antônio. Mas, com equipe reduzida, lá estava o nome dele. A final da Copa do Mundo estava ameaçada.
- Foi o ano em que a TV em cores estava chegando ao Brasil. E eu estava realizando o meu sonho. Comprei uma televisão novinha. Seria o primeiro jogo que eu veria. Ia estrear na final da Copa do Mundo – lembra neguinho.
O bombeiro não se deu por vencido e tomou a decisão:
- Sempre sonhei com uma TV. Não era meu dia na escala. Quer saber? Não vou – decretou.
Mas as regras da Aeronáutica não são tão simples assim. A falta teria de ser justificada aos superiores. Na segunda-feira seguinte, ele foi chamado para explicar sua falta. E, com a simplicidade de sempre, contou a verdade:
- Eu podia dizer para o senhor que estava passando mal, com dor de barriga, que alguém morreu… Mas quer saber? Faltei porque comprei uma televisão nova e não ia deixar de ver a Final da Copa do Mundo – disparou.
- O senhor faltou por isso? – retrucou o comandante, perplexo.
- O senhor não queria a verdade? Aà está – confirmou Neguinho.
Resultado: oito dias de detenção por descumprir ordens superiores.
- Ah, falava um mês para eu dar baixa. Não ia perder aquele timaço, né? – lembra, saudoso.”
FICHA DO JOGO
Estádio: Azteca, na Cidade do México
Data: 21/06/1970
Ãrbitro: Rudi Glöcker (RDA)
Público: 107.417 pagantes
GOLS: Pelé aos 17 do 1ºT, Bonisegna aos 37 do 1º T, Gérson aos 21 do 2º T, Jairzinho aos 26  do 2º T e Carlos Alberto Torres aos 41 do 2º T.
BRASIL: Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson e Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão. Técnico: Zagallo.
ITÃLIA: Albertosi, Burgnich, Cera, Rosatto e Facchetti; Bertini (Juliano), Di Sisti e Mazzola; Domenghini, Bonisegna (Rivera) e Gigi Riva. Técnico: Ferrucio Valcareggi.




sou brasileira ate morre de cor de rraça e de fé!!!
se vc ainda não é brasileiro ta perdendo tenpo pois brasileiro tudo de bom o cheiro a cor ea perçonalidade
de ser com eu so tenha inveja se vc não é ok!!!