Brasil 3 x 1 Uruguai – Copa de 70: “Um jogo imortalâ€
O Diário Lance! trouxe na edição desta quarta-feira, dia 4 de fevereiro, no espaço “Máquina do Tempo – Meu jogo inesquecÃvel na Copa”, o relato do jornalista gaúcho Ruy Carlos Ostermann, que cobriu as últimas 11 Copas do Mundo. Para um dos maiores comentaristas do Sul do Brasil, o jogo da semifinal no ano do Tricampeonato significou muito mais do que um jogo, devido a rivalidade com os uruguaios após o Maracanazzo de 1950. Confira abaixo o texto na Ãntegra, retirado do jornal nesta mesma data:
“Eu vivo em Porto Alegre. Pertinho da fronteira do Brasil com o Uruguai. E aqueles clássicos entre as duas seleções pela semifinal da Copa de 70 – tanto pelo significado quanto pela proximidade que nós, gaúchos, temos com os uruguaios – tornou-se o meu jogo inesquecÃvel na História das Copas. Eu carregava a decepção do Maracanazzo de 1950. Tinha 15 anos e acompanhei aquela final do Maracanã na sala de casa, escutando a narração da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Sofri muito. Afinal, já adorava futebol e já tinha eleito Zizinho como o meu jogador para sempre.
A decepção passou, tornei-me jornalista e passei a cobrir Copas do Mundo. Então veio o Mundial de 1970. Estava na minha segunda cobertura. Era o comentarista da Rádio Gaúcha e trabalhava também para o “Hora Zero” – empresas nas quais estou vinculado até hoje. E por eles fiz a apuração diária do Escrete Canarinho. Acompanhei todos os jogos, ao lado de companheiros como Pedro Carneiro Pereira – um dos maiores narradores de todos os tempos do rádio brasileiro – e João Carlos Belmonte.
O Brasil vinha fazendo uma bela campanha. Na semifinal, teria de enfrentar o Uruguai. A Seleção de Zagallo era ótima. Acreditávamos nela, mesmo com dificuldades que surgiram pelo caminho. O Everaldo, por exemplo, não era titular. Mas acabou conquistando a vaga na lateral esquerda, saiu-se muito bem e foi o representante gaúcho naquele time.
Naquela vitória que nos colocou na final, Pelé se excedeu. Fez jogadas fantásticas que se eternizaram, como aquele drible incrÃvel no Mazurkiewicz. Teve o Clodoaldo, que fez aquele gol incrÃvel no fim do primeiro tempo empatando a partida. Teve Tostão, espantoso mesmo com aquele olho caÃdo. Ele fazia o papel de um… Centroavante Temático, abrindo espaços para os companheiros. Rivelino e Jairzinho jogaram muito. Foi uma maravilha. E, no fim, ganhamos por 3 a 1.â€
Ruy Carlos Ostermann





Brasil sempre 2010… .
Muito bonito, mas….. .
Quando é que vão lembrar da SAFADEZA que fizeram com o Uruguai nas vésperas daquele jogo ?
Na calada da noite, sem NENHUM representante do Uruguai, a “Dona Fifa”, com representantes brasileiros, transferiu o jogo para Guadalajara – sede do Brasil. O jogo estava marcado para a sede do Uruguai – se não me engano, em Leon. Os uruguaios ficaram sabendo da decisão na ante-véspera do jogo e tiveram que sair do hotel à noite, viajar à s pressas e fazer um rápido reconhecimento do campo.
O Brasil foi bem favorecido nessa “tramóia”, mas NINGUÉM tem coragem de relembrar esse episódio.