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Brasil 0 x 3 França – Copa de 1998: Pijama? Nunca mais!

A coluna “Jogos Históricos†desta semana traz o relato de Liebert Ferreira, fundador e contrabaixista do grupo The Fevers, ao Dário Lance! da última quarta-feira, dia 10 de março, contando o dia em que abandonou a superstição em jogos da Copa do Mundo. Na ocasião, o Brasil decidia o Mundial da França contra a própria Seleção Francesa na casa da adversária, um dia inesquecível (pelo lado negativo) para todo o povo brasileiro que sonhava com aquele Pentacampeonato, que só viria a ocorrer quatro anos depois na Copa do Japão e da Coréia do Sul. Em uma tarde inspirada do jovem Zidane, o Brasil foi derrotado por 3 a 0 no Stade de France diante de 80 mil fãs que lotaram o estádio em Paris. Confira abaixo o texto na íntegra retirado do Jornal.

“Este é o caso de um autêntico torcedor de carteirinha. Aquele que acredita que os mínimos detalhes podem influir no resultado do campo. É a história de Liebert Ferreira, fundador, produtor, compositor e contrabaixista do grupo The Fevers. Ele era o mais supersticioso torcedor brasileiro até o dia em que não confiou na sua intuição e abandonou uma mania.

O ritual era o mesmo em todas as Copas: se reunia com os amigos em um bar de Copacabana, Zona Sul do Rio. Mas antes de casa partida da Copa do Mundo, ele subia para o apartamento e se trancava no quarto. Era concentração total. Não era superstição. O músico garante que não é supersticioso.

-  Eu apenas faço as mesmas coisas sempre. Estou há 45 anos tocando no meso grupo e mais toquei em outro – brincar, evelando os motivos do isolamento até aquela Copa, a de 1998:

- Não gosto de ver o jogo com os outros xigando os jogadores. E assim foi durante toda a Copa.

Com um detalhe: o pijama. Sim, Liebert saía do bar, subia para o apartamento, se trancava no quarto e vestia o mesmo pijama.

- Sem lavar, lógico. A Copa é curtinha, são poucos dias. Eu usava, via o jogo, dobrava o pijama e guardava na gaveta – brinca.

Mas naquele 12 de julho, algo estava diferente. Chovia muito no Rio. Não tinha cara de boa cosa. Foi quando ele soube da ausência de Ronaldo na partida.

- Naquele momento, decidi trocar o pijama. O time estava certinho, estava dando tudo certo. De repente, aparece o Edmundo no time. Algo me dizia que a gente perderia aquela final.

Mas Liebert mudou de idéia assim que Ronaldo foi confirmado novamente na decisão:

- Eu continuava com aquele pressentimento ruim. Mas decidi colocar o pijama novamente.

Dito e feito: o Brasil acabou perdendo, de maneira incontestável, por 3 a 0. E o pijama? Ficou na gaveta e nunca mais apareceu nos dias de jogos do Brasil”

Confira no video abaixo os melhores momentos desta partida que iniciou a “Era Carrasco” do carequinha Zinedine Zidane jogando contra a Seleção Brasileira.

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