Alemanha decepciona e Espanha está na final da Copa
ALEMANHA 0×1 ESPANHA

Por tudo o que a jovem seleção da Alemanha, sensação da Copa, havia apresentado até então na Copa do Mundo, esperava-se que ela pudesse ao menos fazer um jogo de igual para igual com a atual campeã Européia, que não jogava um futebol brilhante, mas sim de resultados. Entretanto, o que se viu em campo nesta quarta-feira foi o jogo de apenas uma equipe procurando o resultado enquanto sua adversária apenas esperava que a vitória caísse no seu colo, como um presente do além. Esta equipe que buscou o gol durante a partida inteira foi a Espanha, que sufocou seu adversário por 68 minutos até que na segunda metade da etapa final foi presenteada com um gol de Puyol, após cobrança de escanteio.
Caçar culpados em uma derrota é uma coisa pequena, porém não há dúvidas de que o técnico alemão Joachim Low foi o maior responsável de todos. Ele colocou sua equipe em campo para atuar como um time pequeno, com medo do adversário que apesar de todas suas qualidades não era considerado favorito no duelo. Após um primeiro tempo mais de estudos onde o domínio espanhol já era destacável, o que se viu na segunda etapa foi simplesmente um massacre da atitude espanhola.
Enquanto a Espanha atacava a todo o momento, procurando de todas as formas passar pela forte defesa alemã, a equipe adversária tentava um ou outro contra-ataque, todos muito mal planejados. Em uma única jogada boa em toda a partida o jovem Kroos aproveitou um cruzamento de Podolski, mas seu chute parou nas mãos de Casillas. De resto, somente ataques da equipe ibérica. A Alemanha estava em campo com apenas um desfalque: o bom e jovem meia-atacante Muller, que ao invés de ser substituído por alguém da mesma função teve no seu lugar um volante de marcação. Talvez esse tenha sido o maior erro de Low.
Após muita insistência, aos 23 minutos do segundo tempo o zagueiro Puyol subiu sozinho e cabeceou com precisão para garantir a vitória. Acredite se quiser, que a apatia da Alemanha era tão grande que nos minutos restantes, 25 ao todo, o goleiro espanhol não fez uma defesa difícil. Ao que parece, os alemães resolveram jogar da mesma forma que jogaram no segundo tempo das partidas contra a Inglaterra e contra a Argentina, só que com uma diferença: atuaram o jogo inteiro com esta postura, como se estivessem com o placar na frente e não foi isso que aconteceu.
No final, a justiça foi feita. A Alemanha conseguiu apagar toda a revolução que havia feito durante a Copa da África e voltou a jogar como antigamente: um time frio e sem criatividade. Já a Espanha com todos os méritos do mundo disputará sua primeira final em Copas do Mundo, e terá do outro lado uma seleção Holandesa muito forte, que já ficou no quase por duas oportunidades, em 1974 e 1978, e sem sombra de dúvidas não quer deixar que isso se repita. Quem vencerá a Copa? Impossível afirmar. Enquanto o conjunto espanhol faz a diferença, na Holanda o craques Robben e Sneijder também sabem muito bem o que fazer. Que vença o melhor. Quem quer que seja vai estar representando bem o futebol bonito, técnico e eficiente que se espera de um time vencedor.



